Ainda há espaço para o e-commerce crescer no Brasil

ecommerce-no-brasil

Segundo dados divulgados pela Braspag em dezembro de 2012, o volume de transações no varejo online brasileiro cresceu 46% em relação a 2011, superando por uma ampla margem a expectativa prevista para este ano (25%).

O número é animador e bate com as nossas previsões para o ano. Mas esse resultado é significativo? Não, pelo seguinte motivo: no Brasil, o varejo eletrônico mal chega 1,5% do total do varejo (dados da Fecomércio, de 2011). Ou seja, o país ainda tem muito espaço para o e-commerce crescer, quando considerado a semelhança a outros países.

Tanto nos EUA como na Europa a proporção entre o varejo tradicional e o online chega a 5% ou mais. Por exemplo, no mercado espanhol, considerado pouco evoluído em varejo eletrônico (e em uma situação de crise econômica européia), as vendas eletrônicas no varejo atingem 3% de todo o comércio, sendo ainda pouco disseminadas na economia, e em grande parte concentradas na área de turismo. No outro extremo, bem mais desenvolvido em comércio eletrônico, o Reino Unido alcança a proporção de quase 10% de varejo eletrônico em relação ao seu comércio total.

Mais importante ainda é o fato de que mundialmente nos próximos anos deverá ocorrer um forte movimento de transferência de vendas do comércio tradicional para o eletrônico; há todo tipo de estimativa, mas chega-se a considerar que em cinco anos o comércio eletrônico representará 30% de todo o comércio.

Tomando essas bases como referência, mesmo que o Brasil não cresça economicamente, é de se esperar um elevado crescimento do comércio eletrônico.

Vamos fazer algumas simulações:

olist
Rakuten EXPO Inside
Ciclo Agência Digital – Inside
Smarthint

Se considerarmos que o comércio total crescerá à taxa de 4% ao ano, em cinco anos, e supondo que a proporção do comércio eletrônico sobre o comércio total chegue a 1/3 do que será nos países desenvolvidos (isto é, venha a ser 10%), o comércio eletrônico brasileiro girará em torno de R$ 145 bilhões em 2016.

Fazendo um ajuste geométrico entre os números atuais (R$ 18 bilhões) e essa projeção, precisaríamos ter um crescimento anual da ordem de 52% no comércio eletrônico brasileiro para alcançar tais R$ 145 bilhões.

Se tomarmos bases mais otimistas (crescimento do comércio total em 5% ao ano, ajuste para metade da proporção Europa/EUA (logo 15% do comércio total), chegamos à taxa anual de crescimento (geométrico) no Brasil da ordem de pouco mais de 65% ao ano, o que levaria a estimativa para cinco anos a R$ 230 bilhões.

Sendo bastante pessimistas (2,5% de crescimento do comércio, ajuste para 1/5 da proporção internacional, e esta se situando em 20% do comércio total, logo varejo eletrônico representando apenas 4% do comércio total), ainda assim o crescimento anual (geométrico) será da ordem de 25%.

Obviamente, todos esses números podem ser questionados, mas não há como desatrelar o movimento do comércio eletrônico brasileiro ao dos países europeus e EUA.

Enfim, mantidas essas mesmas bases, para 2013 poderiam ser esperados, respectivamente, R$ 42 bilhões, R$ 49 bilhões (otimista) e R$ 28 bilhões (pessimista).

O grande problema será as empresas estarem preparadas para esse crescimento, principalmente em termos de logística e atendimento aos clientes. Este tem sido um dos assuntos mais discutidos recentemente, mas seria de se esperar que, com taxas elevadas de crescimento, desestruturações importantes ocorressem como parte de um processo natural de adaptação.

É sócio-diretor da Uniconsult Sistemas, desde a fundação da empresa. Com cerca de 30 anos de experiência no mercado de TI, o executivo tem em sua trajetória a criação do TecGov, Centro de Estudos em Tecnologia da Informação para Governo, da Fundação Getúlio Vargas, e a participação em mais de 300 organizações privadas e de governo, nas áreas de processos, tecnologia e sistemas de informações, sistemas para gestão, estratégica e tecnologia, modelagem operacional e performance empresarial. Torres possui graduação e mestrado em Engenharia de Produção, pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e doutorado em administração pela Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas.
  • Todos Fornecedores
  • Armazenamento
  • Consultoria
  • Entrega
  • Marketplace
  • Performance
  • Plataformas
    • Gestão de Anúncios
    • Atendimento ao Cliente
    • E-Mail Marketing
    • Sistema de ERP
    • Pagamento Online
    • Mídias Sociais
    • Plataforma de E-Commerce
    • Precificação Dinâmica
    • Vitrine Personalizada
  • Serviços
    • Escola Especializada
    • Logística
    • Agência Especializada
    • Redirecionamento de Encomendas
  • Soluções
 
Moovin
EZ Commerce
Rakuten
Bling
Accesstage
Mailbiz
LojaMestre
E-Goi
Neoassist
DLojavirtual
Dotstore
Ciashop
Seri.e Design
GhFly
E-Millennium
Bis2Bis
Bluefoot
F1soluções
Xtech Commerce
ComSchool
Brasil na Web
Nação Digital
Trezo
E-Commerce Logística
World Pay
Socialrocket
E-completo
Precode
IHouse Web
Smarthint
JET e-business
Ciclo
 

1 COMENTÁRIO

  1. Há muito para onde caminhar em termos de comércio eletrônico. Ajustes a serem feitos, e um melhor atendimento ao cliente, podem ser muito úteis no futuro no sentido do ecommerce abocnhar uma fatia do mercado não explorado ou pouco explorado.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.