Como marca, devo me posicionar sobre a diversidade social?

| 19/06/2017 - 16:02 PM | Comentários (2)

Junho é o mês do Orgulho LGBT, que acontece no dia 28. E, como era de se esperar, o assunto já está em alta nas redes sociais. As pessoas estão mudando seus temas na foto de perfil, ao incluírem as cores do arco-íris que representam a data e até o Facebook já criou uma nova reação especial com a bandeira.

E, por falar em representatividade, não é só pelo mês do Orgulho que tanto se fala a respeito de diversidade. Na verdade, esse tema – nas áreas afetiva, cultural, étnica ou social como um todo – está ganhando mais e mais espaço nas mídias.

Com isso, as marcas buscam acompanhar o tema. Algumas se posicionam ainda que de forma tímida em seus canais de comunicação, outras criam campanhas inteiras com esse foco, enquanto há as marcas que não se decidiram totalmente e, por ora, preferem a neutralidade.

Um exemplo de loja que se posicionou de forma criativa nos últimos dias é o Magazine Luiza, que criou uma conta no Tinder para seu avatar, a Lu, declarada agora bissexual. A ação, que foi criada para o Dia dos Namorados, permite que a conta da Lu dê match tanto com homens quanto com mulheres. Em apenas 12 horas, a conta conseguiu 150 mil matches.

Mas sempre fica o questionamento: Até que ponto uma marca, loja ou empresa deve se posicionar sobre os vários formatos da diversidade?

Para responder a essa questão antes é necessário fazer algumas outras perguntas, como: Essa causa de fato faz parte da cultura da empresa? Os funcionários estão alinhados com o posicionamento e preparados para disseminá-lo em qualquer situação? A empresa é inclusiva na prática, ao contratar e respeitar pessoas sem discriminação ou essa é uma comunicação de fachada?

Porque, antes de levantar qualquer bandeira pública, é preciso construir valores internos reais. Isso quer dizer que apenas falar sobre o tema aleatoriamente para tentar ser inclusivo não basta. É preciso que a representatividade faça parte dos valores intrínsecos da marca.

O posicionamento precisa vir de dentro para fora para não soar fake ou oportunista. Isso já acontece com outras temáticas, como, por exemplo, a do marketing verde, em que as marcas tentam parecer mais sustentáveis do que realmente são. A questão da diversidade e das minorias é, porém, ainda mais delicada porque o público está atento e pronto para se defender (em massa), caso ocorram deslizes entre o que se comunica e o que se faz. A Lomadee, por exemplo, lida fortemente com um público de influência, os publishers. E, quando se fala em papel social, acreditamos na missão que os influenciadores digitais possuem na construção de valores mais amplos, portanto a nossa posição é sempre a de respeito a todos, independentemente de gênero, orientação sexual, raça etc. Inclusive esse é um valor que também está completamente alinhado ao Buscapé Company, grupo do qual fazemos parte.

Para nós, esses assuntos são coisa séria e, sempre que possível, levantamos alguma causa para abraçar, especialmente por meios educacionais. Um dos momentos recentes em que a luta pela representatividade foi colocada em prática ocorreu durante o nosso workshop para mulheres, impulsionando o empoderamento feminino diante do empreendedorismo digital. Chamamos a coaching Clarissa Medeiros para ministrar o workshop gratuito em favor da causa feminista e da representatividade desse público.

Para a Lomadee, é um tema que se encaixa fortemente na história da empresa, especialmente por termos uma quantidade relevante de lideranças femininas, além das colaboradoras que compõem a maior parte do time.

Essa é uma das formas de analisar quais causas se pode abraçar sem forçar a barra. Analise primeiro aquilo que vocês já defendem e praticam no dia a dia. Afinal, não é preciso levantar a bandeira de tudo quanto é tema.

Só vale lembrar que as marcas e a publicidade ajudam a construir as bases do comportamento coletivo, o que reforça o papel que elas têm em colaborar para uma sociedade mais justa.

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Categoria: Dicas

Isabela Ventura

Sobre Isabela Ventura: Isabela Ventura é mestre em engenharia econômica e empresarial pela Universidade de Grenole e alumini do programa de executivos da Harvard Business School. Tem mais de sete anos de experiência em marketing de afiliados e atua como Diretora da Lomadee, empresa do Buscapé Company. Ver mais artigos deste autor.

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Comentário (2)

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  1. Luis Henrique Mendonça Paulo disse:

    Empresas, marcas… Não são muito diferentes, por exemplo, dos Rolling Stones, uma “empresa” com “marca” de alcance mundial. Note como eles jamais se posicionaram sobre coisa nenhuma, são apenas uma banda de rock and roll e depois de tantos anos ainda fazem sucesso.
    Talvez as empresas devessem fazer como os Stones: focar em seu core business e só…

    http://www.ophicina.net.br

  2. Washington disse:

    Olá, boa tarde.
    “(…) antes de levantar qualquer bandeira pública, é preciso construir valores internos reais.”
    Ótimo artigo Isabela. Parabéns. Faço coro.

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