Entenda agora como aplicar Big Data no e-commerce

Você já está aplicando Big Data no e-commerce?

Estamos nos referindo ao ato de coleta, armazenagem, interpretação e correlação de dados. A proposta é reunir todos os tipos de informação possíveis, como dados do comportamento do consumidor com relação às marcas em diversos lugares, inclusive em redes como Facebook, Instagram e Twitter.

As vantagens para o comércio eletrônico são inúmeras, porque o gestor tem a possibilidade de pensar em alternativas mais consolidadas para serem aplicadas na estratégia de negócio da sua loja online.

Com mais dados aumentam as suas chances, por exemplo, de evitar o abandono de carrinhos, que é uma questão crítica para o segmento.

Além disso, quanto mais conhecimento acumulado, melhores serão as táticas de marketing digital, o que impacta os investimentos realizados nessa área.

A despeito das vantagens, não é fácil trabalhar de forma adequada com Big Data. Hoje a tecnologia está ao nosso alcance, mas aprimorar os efeitos da sua aplicação depende de como vamos utilizar cada uma das ferramentas.

O post de hoje foi planejado com esse propósito. Vamos explicar os benefícios e as aplicações do Big Data no e-commerce. Acompanhe!

Big Data no e-commerce: conceito, vantagens e aplicações

Conceito

O Big Data faz parte da realidade de muitos comércios online. Por ser um grande volume de dados, é imprescindível contar com o apoio da tecnologia. Seria impossível manipulá-los e analisá-los mecanicamente, e isso atrapalharia a tomada de decisões. E devido ao fato de as informações não pararem de aumentar, todo o processo de armazenagem é feita em nuvem.

Avaliando a situação do ponto de vista mais técnico, é importante lembrar que estamos trabalhando com dois tipos de dados:

– Estruturados: são os que ficam mais organizados e podem ser mensurados com ferramentas não muito complexas, disponíveis nas próprias plataformas de e-commerce. A partir deles temos chegar às informações sobre ticket médio da loja, localização dos consumidores, tipos de produtos preferidos de cada um etc.;

– Não estruturados: esses são mais desorganizados, sendo de difícil captação, mas, de forma geral, existem em maior quantidade que os primeiros. Mas eles podem dar insights poderosos ao gestor, como a análise da forma de relacionamento do cliente com a sua marca, por meio de e-mails, imagens, vídeos, posts no Facebook, Twitter, Instagram etc.

O conceito de Big Data costuma ser relacionado também com 5 Vs:

– Volume: a grande quantidade de informações;

– Velocidade: a agilidade em identificar e analisar os dados;

– Variedade: do tipo de informação;

– Veracidade: a consistência da informação;

– Valor: alcançado pela análise dos 4 Vs anteriores, para identificar o que realmente compensa.

Vantagens

Aplicado no e-commerce, o Big Data é capaz de ajudar o gestor a trazer melhorias aos resultados obtidos em todos os tipos de atividades. A partir do seu uso, conseguimos:

Amplia o conhecimento sobre o perfil do consumidor

Isso porque é possível mensurar as interações do cliente com o conteúdo na plataforma e com o tipo de produto que desperta o seu interesse. Nesse caso, conseguimos avaliar a quantidade de tempo que ele passa visualizando cada item e a forma como interage com a marca pelas redes sociais etc.

Como se pode deduzir, os dados são muito mais completos do que se fosse feita uma análise apenas no momento em que se realiza a compra. A partir disso, é possível prever comportamentos e se adiantar, mostrando a cada usuário uma solução personalizada.

Esse conhecimento também permite tomar decisões melhores que as dos concorrentes, por nem todos dominarem ainda essa tecnologia.

Ajuda a aumentar as taxas de conversão

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Com base nas informações minuciosas colhidas do perfil dos clientes, há uma grande base para fazer promoções personalizadas, direcionar ofertas distintas a cada comprador, ter melhores estratégias de marketing digital e segmentar grupos de consumidores, o que vai orientar as ações de relacionamento com eles.

Considere ainda que esses fatores ajudam a demonstrar o valor que a empresa confere ao cliente, permitindo que ele se sinta importante para a marca. Consequentemente, usuários se tornam leads, que se tornam compradores, que se tornam admiradores.

Permite melhorar a experiência com a marca

Todos esses dados podem ser analisados para descobrir se existem gargalos entre um processo e outro, o que tem como resultado bases mais consistentes para a tomada de decisão e a melhoria das falhas.

O gestor do e-commerce também pode entender quais produtos precisam ser mantidos em maior quantidade no estoque, para evitar rupturas — quando o consumidor deseja o produto, mas ele está em falta.

Outro ponto é que as descrições das mercadorias podem ser feitas a partir da na personalidade do cliente, o que fará com que ele se identifique ainda mais e tenha o real desejo de consumir.

Importante dizer que o uso correto das possibilidades do Big Data não lhe dará uma resposta pronta do que você deve fazer, mas sim insights para a tomada de decisões.

Por exemplo, por meio dessa análise de dados em um e-commerce que venda sapatos e roupas femininas, temos como correlacionar informações. Podemos constatar, por exemplo, que quando compram sapato de salto alto preto, as mulheres também acabam optando por saias na altura do joelho. Já em um e-commerce de cervejaria, quando homens escolhem cervejas de trigo alemãs, também levam uma belga.

Poderiam ser identificadas, ainda, nas páginas do Facebook dessas duas lojas eletrônicas, comentários com dúvidas dos usuários referentes ao tipo de blusa que combina com saias mini e que alimentos harmonizam melhor com as tais cervejas.

Nos perfis do Instagram, pode ser percebido que, aos domingos, fotos de cerveja ganham mais curtidas que nas segundas-feiras. E fotos com looks de cores sóbrias ganham mais curtidas e comentários positivos que os de roupas muito coloridas.

Aplicações

No universo do Big Data, como já dito, a quantidade de informações é realmente imensa, e a análise dos dados é feita de forma muito rápida. Citamos exemplos simples, mas já podemos ter alguns insights para estratégias a partir disso, como:

Para o e-commerce de roupas

– Quando a plataforma da loja de roupas femininas percebe que há intenção na compra de sapato de salto alto preto, pode mostrar fotos de saias como sugestões de compra conjunta;

– Pode pensar em marketing de conteúdo e escrever artigos de atração, para a loja de roupas, sobre como combinar looks de forma arrasadora;

– O e-commerce da tal loja feminina pode ponderar a possibilidade de investir mais em roupas com cores neutras e manter um estoque menor das roupas mais coloridas;

– Temos como mostrar propagandas personalizadas, baseadas na análise do perfil de cada consumidora em suas próprias redes sociais;

– Conseguimos mais dados para calcular a relação entre o custo da unidade de cada roupa, o investimento em cada foto e descrição do produto e o valor final pago pelo cliente. Isso tudo feito de forma automática e em questão de segundos;

– É possível analisar com mais precisão as condições futuras do mercado e, assim, prever uma possível diminuição de vendas. Para evitar perdas, vamos realizar promoções dos produtos certos, sem baixar a taxa ROI.

Para o e-commerce de cervejas

– Quanto ao e-commerce de cerveja, a mesma estratégia de mostrar cervejas alemãs e belgas juntas;

– Em relação ao marketing digital, podemos investir em mais fotos dos produtos da cervejaria aos domingos;

– Produzir conteúdos que orientem como harmonizar os alimentos com cada tipo diferente de cerveja;

– Com base em cada perfil de consumidor, encaminhar e-mail relacionados ao universo cervejeiro;

– Com a leitura de algoritmos, depois de algum tempo, temos como avaliar padrões de comportamento e decifrar sentimentos dos usuários em relação às postagens nas mídias sociais, entendendo, assim, com quais marcas de cerveja é melhor trabalhar em cada época do ano.

Apesar de todos os números positivos que temos visto com relação a faturamento de e-commerces nos últimos tempos, a concorrência está cada vez mais acirrada. Unir a tecnologia, facilitar processos e investir em estratégias personalizadas é necessário para o comércio online ter vantagem competitiva.

Utilizar o Big Data no e-commerce é uma forma de oferecer sempre a melhor experiência para cada consumidor em particular. É agir pensando na maior eficiência e, consequentemente, na efetividade dos resultados, com melhores conversões e aumento das vendas.

Gustavo Chapchap
Trabalha com Comunicação há mais de 10 anos. Redigiu o projeto que originou o Dia do Profissional Digital #404DigitalDay aprovado no plenário da Câmara Municipal da Cidade de São Paulo em 2014. Colaborou com o lançamento do Guia de e-Commerce ABRADi-SP Sebrae-SP escrevendo o capítulo de plataformas, atua como Marketing Director na JET e-business.
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