A “humanização” da Inteligência Artificial está na diversidade

No maior festival de inovação da atualidade, o South by Southwest, mais conhecido com SXSW, tivemos a oportunidade acompanhar a palestra “Watch your language: the future of AI depends on it” (em português, “Veja como você fala: o futuro da Inteligência Artificial depende disso”), de Richard Socher, cientista-chefe da Salesforce e professor adjunto da Universidade de Stanford. Em sua apresentação, o cientista afirma que a forma como nos relacionamos com AI ainda é muito rasa.

Segundo Socher, a linguagem está em transformação e a inteligência artificial muda o tempo inteiro. “A tecnologia de AI precisa aprender com o ser humano e, por isso, é importante que esse conhecimento não seja realizado apenas a partir de um ponto de vista. Precisamos investir na diversidade das equipes de programação que trabalham com inteligência artificial”, ressalta o cientista-chefe da Salesforce. De acordo com ele, é preciso pensar um novo modelo de AI que interaja com dados de forma mais intuitiva, usando linguagem natural.

O que acontece com frequência é que as soluções de AI compreendem o vocabulário, mas nem sempre o contexto, o que acaba gerando respostas engessadas e impessoais. Nesse sentido, é importante que as empresas invistam em Processamento de Linguagem Natural (em inglês NLP), que é um jeito de se comunicar automatizado, que se se parece com o comportamento humano – e todas as suas diversidades.

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A discussão em torno do NLP e da inteligência artificial reitera o potencial de crescimento da tecnologia em todo o mundo como forma de aprimorar as relações entre os clientes e as marcas. Por meio da programação, a inteligência artificial tenta simular a capacidade humana de raciocinar. Uma vez integrada à Internet de todas as coisas (IoT) e ao Big Data, essa tecnologia consegue gerenciar dados e comandos para acumular conhecimento, algo similar ao cérebro humano, capaz de entender o que cada pessoa precisa.

A consultoria Gartner prevê US$ 2,9 trilhões em novas oportunidades de geração de negócios envolvendo a Inteligência Artificial até 2021, bem como a capacidade de recuperar 6,2 bilhões de horas de produtividade de trabalhadores. Segundo a consultoria, as soluções de AI geram ganhos de eficiência ao criar insights que personalizem a experiência dos clientes e, consequentemente, geram mais engajamento, vendas e satisfação do consumidor.

A Inteligência Artificial é uma realidade que tende a crescer de maneira significativa a partir deste ano. Para que seja mais eficiente, a tecnologia deve refletir o comportamento humano. Por isso, nossa dica é ficar atento ao conselho de Richard Socher: “A diversidade das equipes de TI impacta na qualidade da IA porque produz interfaces com vários pontos de vista”. Certamente a diversidade de conhecimento será o caminho mais assertivo para inovar e se transformar.

Felipe Santos é correspondente da Stefanini no SXSW.
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