Locker ou economia compartilhada: qual a melhor opção de entrega?

Você já deve ter ouvido falar do locker como uma solução para a entrega de mercadorias adquiridas no e-commerce.

Na teoria, é um sistema bastante prático, já que permite ao cliente buscar a encomenda quando quiser.

Esse também é o princípio dos pontos de retirada, que funcionam no melhor estilo de economia compartilhada.

Mas qual opção oferece os melhores resultados para a sua empresa?

É o que iremos desvendar a partir de agora.

O uso de lockers no Brasil

Sabe aqueles armários escolares, típicos de instituições de ensino norte-americanas, que vemos nos filmes?

Aquilo é um locker, ao menos no seu conceito original.

Já o novo locker tem na gigante Amazon o grande expoente.

A empresa espalhou mais de 2.000 deles pelos Estados Unidos para facilitar a entrega de encomendas aos clientes da sua loja online.

Obviamente, são estruturas bem mais modernas do que as escolares.

Tanto é assim que os lockers não possuem chaves, mas são abertos a partir de um código único e exclusivo, que o cliente recebe por e-mail após a compra.

O mesmo procedimento é realizado para operações de troca de devolução de produtos, ou seja, demandas de logística reversa.

No Brasil, quem primeiro aderiu ao locker foi a Via Varejo, que administra as redes Extra, Casas Bahia e Ponto Frio.

Embora ainda não tenha um grande número de armários com essa finalidade, já é possível encontrá-los em alguns postos de combustíveis em São Paulo.

Para o desbloqueio, é realizada a leitura de um QR Code com o celular do cliente.

Locker x economia compartilhada

Lockers possuem semelhanças com outros modelos modernos de entrega e devolução de produtos adquiridos no e-commerce.

O pick up store, por exemplo, consiste na retirada em loja física de um item comprado no seu site.

Já o pick up point, ou ponto de retirada, vai um pouco além e integra o conceito de economia compartilhada e experiência omnichannel.

Em vez de um locker, o modelo usa estabelecimentos físicos cadastrados para que o consumidor busque ou devolva suas encomendas.

Além da comissão, o ponto de retirada frequentemente gera novas vendas – em países como a Inglaterra, isso acontece em mais de 60% das vezes.

Qual o melhor?

Só analisando os prós e contras para saber a resposta.

Vantagens e desvantagens do locker

Para falar das vantagens e desvantagens do locker, na comparação com o modelo de pick up points, vamos dividir em três públicos distintos.

Para o e-commerce

Um locker funciona 24 horas por dia e esse é o seu grande diferencial.

Se o consumidor deseja retirar o seu produto no meio da madrugada, por exemplo, basta se dirigir até o local com o código recebido.

É inegável que essa facilidade ajuda a vender mais, pois gera praticidade ao usuário.

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Por outro lado, um locker não é uma estrutura barata.

Diferentemente do que acontece com os pick up points, o e-commerce precisa investir na instalação e na manutenção dos armários.

Dessa forma, os custos são bem mais altos do que a comissão destinada ao ponto físico por cada entrega ou devolução.

Colocando tudo isso na balança, o locker é uma alternativa interessante, mas os pontos de retirada e seu modelo de economia compartilhada funcionam melhor.

Para o consumidor

Para o consumidor, o custo da operação para o cliente é um atrativo tanto nos lockers quanto nos pontos de retirada.

Fica bem mais em conta do que nas operações de entrega tradicional, via Correios ou transportadoras.

Ambas formatos são interessantes, embora há quem sinta falta da interação humana no recebimento de suas encomendas, o que não ocorre nos lockers.

Mas há outro ponto que, por vezes, gera insatisfação nos usuários, que é a limitação de armários.

Nem mesmo o serviço da Amazon, que é referência em lockers, conta com estruturas suficientes para a demanda atual.

Veja, por exemplo, o relato da blogueira Alyssa Prado, que revela limitações de tamanho e de peso nas encomendas que podem ser retiradas nesses locais, além de transtornos por estarem frequentemente ocupados.

No fim das contas, a preferência entre um modelo e outro é bastante pessoal.

De todo modo, o importante para o consumidor é contar com uma opção se ele não está em casa ou se o porteiro não tem autorização para receber encomendas, por exemplo.

Para o lojista parceiro

Já na outra ponta, considerando quem entrega de fato o produto, só o modelo de economia compartilhada oferece benefícios.

Afinal, como já dito, o estabelecimento credenciado recebe uma comissão, aumenta o fluxo de pessoas na sua loja e, não raro, conquista novos clientes.

Não é algo que ocorra com os lockers, que não geram novas demandas de consumo.

A comparação entre os modelos para identificar qual o melhor, nesse caso, é desnecessária.

Como seu e-commerce pode solucionar demandas de entrega

Tantos os lockers quanto os pick up points são alternativas novas de entrega e devolução de itens adquiridos no comércio eletrônico, ao menos no Brasil.

Mas isso não significa que sejam inacessíveis ao seu negócio.

No caso do locker, a dica é recorrer a empresas especializadas e avaliar se o investimento cabe no seu orçamento.

Já com os pick up points, o caminho é buscar quem intermedia a relação entre o e-commerce e o estabelecimento físico.

Esse é o caso da Pegaki, que é a primeira e maior rede de pontos de retirada do país.

Atualmente, ela já conta com mais de 100 locais ativos em São Paulo e no Rio de Janeiro, além de outros 1.000 pontos sendo preparados para entrar em operação.

Há ainda outros números a destacar, como mais de R$ 1 milhão em produtos entregues em pontos Pegaki, além da retirada da maioria deles em até 24 horas após a compra.

O modelo vem dando tão certo que grandes varejistas já têm utilizado como solução logística.

É o caso da Dafiti, por exemplo, que é o maior e-commerce de moda da América Latina.

No vídeo abaixo, você pode ver detalhes sobre o funcionamento desse serviço.

Essa é uma excelente oportunidade de encontrar a solução logística ideal para o seu e-commerce.

João Cristofolini
João Cristofolini é CEO e Fundador Pegaki, empresa que permite comprar online e retirar a compra em estabelecimentos físicos.
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