O potencial das fintechs para a inclusão dos sem-banco

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Mídias internacionais do setor financeiro e até o tradicional diário norte-americano The New York Times têm salientado o grande potencial para investimentos em fintechs no Brasil. Não é por acaso que, em meio a um farto noticiário sobre os escândalos de corrupção, se dedique espaço a uma notícia positiva sobre nosso país. É que são boas as possibilidades, no Brasil, para essas empresas voltadas ao desenvolvimento de inovações tecnológicas para o setor financeiro.

Nesse contexto, até mesmo o que pode parecer negativo sob o olhar de analistas domésticos, surge como vantagem competitiva na visão dos estrangeiros. É o caso da ainda elevada regulamentação de nosso mercado, que reduz os riscos relativos ao investimento nas fintechs brasileiras. Também em decorrência do “controle” por parte do Estado, nossas empresas tendem a ser mais longevas do que as de países nos quais há mais liberalidade.

As matérias sobre o segmento também evidenciam a adaptação do mercado financeiro e dos grandes bancos à tendência de desenvolvimento das fintechs. Ressaltam, ainda, a existência de bons programas de incubação, principalmente no Estado de São Paulo, cujo governo oferece consultoria e assistência gratuita para empresários e investidores.

Performa.AI

As boas notícias sobre o potencial das fintechs no Brasil nos leva a refletir sobre como elas podem ser estratégicas para a inclusão financeira dos 50 milhões de pessoas desbancarizadas. O desafio é grande, pois estamos falando de um contingente de pessoas equivalente a toda a população da Espanha. Com uma ressalva: as novas empresas e as tecnologias disponíveis, por mais eficazes que sejam, não terão como cumprir de modo pleno tal missão. Principalmente porque estamos em meio à mais grave recessão de nossa história, num cenário de 14 milhões de desempregados, no qual 57,9% das famílias brasileiras têm dívidas a pagar e 23,7% delas estão inadimplentes (dados de março/2017 – Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo — CNC).

Porém, como a crise econômica não será perene e parece já estar sendo debelada em meio ao furacão político, numa demonstração da inesgotável resiliência e capacidade de superação de nossa sociedade, as fintechs devem fazer um bom planejamento e ficar atentas às oportunidades ligadas ao e-commerce brasileiro, que deve crescer até 15% este ano, segundo dados da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABCOmm). Nesse sentido, são cruciais meios de pagamento que conciliem a inclusão financeira com a digital. Para isso, há alternativas interessantes, dentre elas Provedor de Serviços de Pagamento, mais conhecido como PSP. Esse modelo oferece aos empreendedores digitais a possibilidade de combinar a performance e conversão otimizadas dos gateways com a facilidade de integração dos intermediadores de pagamento; mitigando barreiras relacionadas às burocracias de adquirentes e sistemas antifraudes.

O PSP harmoniza as relações entre as duas pontas — comprador e vendedor —, contribuindo para que o mercado se desenvolva de modo mais dinâmico e sem as amarras de um sistema financeiro extremamente hostil para novos empreendimentos. Esse modelo é uma das boas respostas que o segmento das fintechs pode dar para consolidar seu desenvolvimento no Brasil, principalmente quando a crise passar e mais investidores de risco voltarem a apostar em nosso país.

Alessandra Giner
Alessandra Giner é CEO do Pagar.me, empresa de tecnologia Provedora de Serviços de Pagamentos.
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