Como dois jovens empreendedores querem mudar a dinâmica de pagamentos no País

Democratizar os meios de pagamentos, para que empresas possam criar e customizar as suas próprias maquininhas de cartão. Esse é o objetivo de dois jovens, Thiago Arnese, 25, e João Miranda, 23. Os empreendedores fundaram em 2017 a Hash lab, fintech especializada em criar e integrar soluções de pagamentos em uma única plataforma. A ideia é que outras empresas, de diversos segmentos, possam ter suas próprias maquininhas de cartão. A expectativa é que o negócio transacione R$ 800 milhões até o fim deste ano.

Conhecida como Hash Payment Plataform, a solução criada pela startup é um hub capaz de conectar diversos players do ecossistema de pagamentos. Esse hub é uma maneira simples para que qualquer empresa se torne em um intermediador de pagamentos. “A finalidade desse hub é facilitar o acesso ao ecossistema de pagamentos, assim as empresas ficam mais focadas em oferecer soluções e novos produtos para seus clientes, e nós, cuidamos do operacional do dia a dia em termos de tecnologia e pagamentos”, afirma João Miranda, um dos fundadores.

De acordo com o empreendedor, esse conjunto de tecnologias conectadas resulta em uma plataforma focada em viabilizar e otimizar soluções de pagamentos integradas a diversos serviços para empresas que possuam redes de estabelecimentos. “Ajudamos nossos clientes/parceiros em seu principal desafio: rentabilizar sua rede. Nós transformamos nosso parceiro em um provedor de serviços de pagamento (PSP) integrado a soluções que geram valor para estabelecimentos”, explica.

A startup, fundada em 2017, atraiu a atenção do fundo de investimentos Canary, que foi criado por Julio Vasconcellos, fundador do site de ofertas Peixe Urbano, e outros empreendedores de peso do País. O fundo realizou um aporte financeiro na startup. O valor, porém, não foi divulgado. O investimento está sendo direcionado principalmente para contratação de mais pessoas para o time, além do próprio desenvolvimento da plataforma. No ano de 2017, a Hash lab transacionou o equivalente a R$6 milhões, com 800 estabelecimentos na rede.

“O ano de 2017, mesmo com o volume alto, foi um ano para pilotar a solução”, conta Thiago Arnese, um dos fundadores. “Em 2018 focaremos em escalar a força de vendas, muito em parceria com nossos parceiros – fornecedores de hardware, adquirentes, emissores de cartão, etc. -, e buscar mais soluções que gerem valor para estabelecimentos para integrar ao nosso sistema, como integrar soluções de loyalty, ingressos, etc.”, explica.

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Os empreendedores contam que a principal ideia da startup é suprir uma carência nesse segmento de meios de pagamentos para o mercado físico de estabelecimentos comerciais. “Hoje no Brasil, o mercado físico de pagamentos é muito mal atendido no quesito de soluções”, afirma Arnese. “Basicamente existe uma grande briga por taxas e a adquirência por si só já é quase uma commodity. Em contrapartida, existem diversas empresas que possuem grandes redes e/ou soluções que geram muito valor para comerciantes e estabelecimentos – redes atacadistas, venda direta, sub adquirentes, empresas de factoring, distribuidores, redes de franquias, sistemas de nichos, etc”, complementa.

Segundo Arnese, em mercados mais maduros em termos de pagamentos, como nos Estados Unidos, existem mais de 1000 soluções em que o pagamento faz parte da solução de ponta a ponta. O mesmo não ocorre no Brasil. “O papel da Hash lab no País é democratizar a tecnologia do ecossistema de pagamentos, assim qualquer empresa pode virar um provedor de serviço de pagamento sem complicação”, diz.

Porém ainda há uma barreira que precisa ser quebrada na adoção dessas tecnologias, conta Miranda. “Entendemos que existe uma barreira enorme de entrada no mercado de pagamentos do Brasil para o desenvolvimento de soluções e queremos ser a empresa que forneça a infraestrutura para essa mudança”, avalia. “Acreditamos que os negócios cada vez mais serão globais, como empresas brasileiras expandindo operações para fora do país e empresas estrangeiras vindo para cá. Queremos ser a ponte que viabilize tais negócios, como uma plataforma global do ecossistema de pagamentos”, complementa.

Os planos dos empreendedores para este ano é focar em escalar a força de vendas, em conjunto com os parceiros da startup, que são fornecedores de hardware, adquirentes, emissores de cartão, entre outros. Arnese aponta o potencial do mercado. De acordo com ele, o volume de transação entre empresas movimenta mais de R$ 1 trilhão por ano, sendo que apenas 3% desse montante é proveniente de Provedores de Serviços de Pagamentos.

De acordo com ele, o papel da Hash lab é democratizar a tecnologia do ecossistema de pagamentos, tornando empresas em Provedores de Serviços de Pagamentos. Por fazer isso, as empresas se tornam muito mais capacitadas, em termos de infraestrutura tecnológica, resolvendo todos os problemas técnicos no fluxo de informação e dinheiro entre o comprador, o lojista e os bancos.

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