Chegou a hora de olhar para frente e com inteligência

empreendedor

Pouco a pouco, a crise econômica que o Brasil enfrenta atualmente está diminuindo e alguns setores começam a dar sinais de reação. Entre eles está o varejo nacional. Influenciada diretamente pelo poder de compra do consumidor, a área está se estabilizando e finalmente parou de andar para trás. Agora, é preciso criar uma nova base que permita um crescimento sustentável no futuro, e para isso, é essencial ter mais inteligência na gestão do ponto de venda.

Projeção da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) indica que o varejo brasileiro deve encerrar o ano de 2016 com recuo de 3,3% no volume de vendas. Ainda que seja uma queda brusca, é um índice menor do que o registrado em 2015 – na ocasião, a retração foi de 4,3%. Os meses de maio e junho devem ser os piores, mas a partir de julho o setor deve começar a se recuperar da crise econômica.

Ainda que fatores macroeconômicos tenham influenciado diretamente no desempenho das lojas em todo o país, a maioria dos empresários não soube se preparar para este cenário ruim – o que acarretou uma diminuição drástica nas receitas destes estabelecimentos. Hoje, o varejista não pode ficar refém de informações que dizem pouco sobre o negócio e o público-alvo. Ter dados como faturamento, ticket médio e peças por atendimento, continuam importantes, sem dúvida, mas é preciso ir além para se antecipar ao problema e aproveitar quando a tempestade passar.

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Uma forma simples de garantir mais inteligência ao varejo consiste no monitoramento dos dados fornecidos pelos consumidores dentro e fora do estabelecimento. Quando cruzadas com outros relatórios da empresa, as informações obtidas pelo tráfego de pessoas e seu comportamento, conseguem trazer insights importantes para a tomada de decisões. Dessa forma, é possível ter uma visão mais próxima do real e decifrar hábitos dos consumidores, facilitando as vendas mesmo em um cenário de crise econômica.

É possível, por exemplo, descobrir a taxa de conversão da loja ao cruzar a quantidade de pessoas que entrou no estabelecimento com as vendas realizadas durante o dia. Além disso, o monitoramento mostra instantaneamente o ROI de campanhas de marketing, mostrando se há um aumento no fluxo de clientes após a veiculação de um anúncio. Por fim, a própria relação da empresa com a equipe de vendedores pode ser impactada positivamente, mostrando horários de pico e até mesmo influenciando no treinamento dos colaboradores – garantindo uma melhor experiência para o consumidor.

Com ou sem crise econômica, apenas as lojas que conseguirem trabalhar com mais inteligência irão sobreviver no futuro. Atualmente não faltam informações para o varejista administrar o estabelecimento e tomar decisões que certamente impactarão positivamente nas vendas. Basta ter vontade e disposição para cruzar relatórios e descobrir mais a fundo o público que entra em seu comércio.

Marcelo Tavares
Marcelo Tavares é CEO da FX Flow Intelligence, empresa que oferece inteligência para o varejo por meio do monitoramento de fluxo.
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