Por que o e-commerce não é afetado pela crise?

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Abrir as páginas dos jornais e sites de notícia de economia está um pouco desesperador nos últimos meses em nosso país. Alta dos juros, quase nenhuma previsão de crescimento – são dados que levam empreendedores a pensar duas vezes antes de realizar qualquer tipo de investimento. Apesar da crise financeira que vive o Brasil, existem setores que estão em alta e um deles é o e-commerce. Segundo o E-Bit, o varejo online brasileiro deve faturar neste ano R$ 43 milhões. Como diz o ditado: “quando a esmola é demais, o santo desconfia”. Contudo, não há motivos para desconfiar do comércio eletrônico brasileiro. Existem razões que explicam por que o setor consegue driblar a crise e trazer lucros para quem é da área.

O e-commerce está em ascensão em todo o mundo, mas aqui no Brasil o cenário é mais especial. Levamos em consideração, em primeiro lugar, que é cada vez maior o número de brasileiros com acesso à internet por meios de desktops ou de dispositivos móveis. Mas apenas isso não explica o sucesso do setor. O principal motivo para o crescimento do varejo online no país é a criatividade dos empreendedores brasileiros. Diferente do que acontece na maioria dos outros países, os empresários brasileiros não se contentam com o básico e conseguem encontrar soluções e estratégias que encantam o consumidor, o que reverte em vendas. Isso pode acontecer em diversas etapas da operação de e-commerce: em uma campanha de marketing, na forma de pagamento, no e-commerce de nicho, etc.

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Podemos observar também que o varejo online, em tempos de crise, é mais competitivo do que o tradicional. Com o orçamento mais apertado, é natural que o consumidor pesquise muito mais antes de realizar uma compra. Neste contexto, o comércio eletrônico é muito mais vantajoso, pois oferece inúmeras possibilidades de comparação de preços (e de maneira muito mais ágil e prática). Além disso, o varejista consegue desenvolver campanhas especiais para atrair o público que entra em sua loja, pesquisa, mas não efetua a compra. Nessas ações, a loja virtual relaciona-se diretamente com o cliente, o conquista e é capaz de finalizar a venda.

Outra vantagem do e-commerce que sempre o coloca à frente do varejo tradicional é a capacidade de conhecer o que o público alvo deseja. Campanhas de monitoramento do público servem para fornecer informações do comportamento e do desejo do consumidor. Com esses dados em mãos, é possível oferecer para um público específico exatamente o que ele deseja no momento exato. Oferecer um modelo de compra personalizado de acordo com a necessidade do usuário aumenta as possibilidades de venda, afinal, a loja virtual joga com a real necessidade ou vontade do usuário.

Sempre enfatizo que não basta apenas está no e-commerce para lucrar. É preciso estar atento ao mercado, conhecer suas especificidades, oportunidades e desafios e ter a capacidade de se remodelar, de replanejar estratégias. Ganha quem mantiver sempre esta mentalidade e souber aproveitar o que o setor oferece.

Rodrigo Schiavini
Fundador e CEO da SmartHint. Também foi o fundador da FBITS, adquirida pelo grupo Locaweb em set/2016. É graduado em Análise de Sistemas pela PUC-PR e possui MBA em Gestão de Projetos pela FGV. Experiência em comércio eletrônico para grandes marcas dos mais variados segmentos.
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3 COMENTÁRIOS

  1. Ótimo artigo, Rodrigo!

    Só um detalhe, “Segundo o E-Bit, o varejo online brasileiro deve faturar neste ano R$ 43 bilhões*”. Acho que trocou os milhões por bilhões aí!

    Abraços!

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