Entrevista com Sebastian Siseles – Freelancer.com

| 28/11/2012 - 07:29 AM | Comentários (1)

Pequenas e médias empresas brasileiras, assim como os profissionais das áreas de e-commerce, TI, design, comunicação, marketing, entre outras, já contam com uma nova plataforma que auxilia na qualidade das contratações e oportunidades de trabalhos – pontuais ou em longo prazo. Tais benefícios se dão com a chegada do Freelancer.com, ao Brasil. O portal, de origem australiana, identificou no país e na América Latina uma janela de oportunidades para ampliar seus negócios. A meta da empresa é chegar a cerca de 100 mil usuários até o final de 2013. “Nunca houve um melhor momento para expor essas empresas – e pessoas – ao trabalho acessível, flexível e profissional que o Freelancer.com fornece através da sua plataforma, agora com o novo idioma em Português”, garante Sebastian Siseles, gestor do portal Freelancers.com.

Acompanhe na íntegra a entrevista exclusiva ao E-Commerce News.

Como surgiu o Freelancer.com?

O Freelancer.com foi criado em 2009 na Austrália, onde agora está localizada a sede da empresa, e desde então, tem alcançado um crescimento acelerado em número de usuários e de funcionalidades da plataforma.  O portal foi lançado em língua inglesa e atualmente já está disponível em 10 idiomas, incluindo o português, além de permitir transações em 14 moedas, com uma equipe de apoio que funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano. Hoje, o Freelancer.com é a maior plataforma de outsourcing e crowdsourcing do mundo, e conecta mais de 6.6 milhões de profissionais independentes em todo o mundo, especializados em diversas áreas como: TI, internet, marketing, comunicação, engenharia, ciências, entre outras. O portal já foi responsável por mais de 4 milhões de projetos, com um ticket médio de US$ 200,00 por trabalho.

Qual é o público alvo do Freelancer.com e como se dá sua funcionalidade?

O portal é ideal para pequenas empresas que buscam atender demandas de trabalhos sem ter que contratar em período integral. Qualquer membro pode publicar um projeto, um trabalho finalizado ou um empreendimento de longo prazo, e escolher entre os freelancers qualificados que oferecem cotações e estimativas de tempo para conclusão dos trabalhos.  É uma negociação mutualmente benéfica.  Os empregadores podem escolher entre milhares de freelancers que têm as habilidades necessárias para realizar o trabalho, sem necessitar de ter despesas e compromisso com a contratação de funcionários em tempo integral. Já o os freelancers estarão facilmente visíveis para oportunidades de trabalho em tempo integral ou parcial de empregadores que irão procurá-los para trabalhos específicos.

Quais foram os atrativos do mercado brasileiro que os levaram a operar no País?

A América Latina, em geral, e Brasil em particular, está crescendo muito tanto macro como micro economicamente. Um forte impulso está dando as pequenas e médias empresas, e junto com elas as startups de tecnologia. Prova disso foi a participação de muitas startups da região no Startup Competition do evento Rede Innova que se realizou nos dias 21 e 22 de novembro de 2012 em que participei como jurado. Nesse sentido foi massiva a concorrência de startups brasileiras que ocuparam os primeiros lugares da competição, e isso prova a grande criatividade e crescimento do mercado dos empreendedores brasileiros.  A região da América Latina como um todo, e o Brasil em particular, é a terra das PMEs e profissionais. Além disso, a conexão com a internet dos brasileiros é maior que 40%, sobre uma população de mais de 200 milhões de habitantes, e isso é um número altíssimo.

Por outro lado, os jovens têm uma conectividade muito parecidas com os números de países europeus, mas com um crescimento exponencial ano a ano. Nunca houve um melhor momento para expor essas empresas – e pessoas – ao trabalho acessível, flexível e profissional que o Freelancer.com fornece através da sua plataforma, agora com o novo idioma em Português.

No País, o atual cenário do e-commerce carece de mão de obra qualificada, o que acaba impedindo muitos comerciantes de alavancarem seus negócios. Você acredita que a contratação de freelancers pode contribuir neste sentido? Que tipo de serviço as empresas de comércio eletrônico podem oferecer no Freelancer.com?

O Freelancer.com acredita que os últimos anos do crescimento macroeconômico do Brasil está acompanhando com um acesso maior a educação e a internet por parte da população, o que produz mais capacitação e mão de obra qualificada. O Brasil tem mais de 90 milhões de pessoas conectadas com a internet, e 81% dos jovens de 16 a 24 anos conectados, que estão entrando para o mercado de trabalho.

Neste cenário, o Freelancer.com colabora com as pequenas e médias empresas brasileiras permitindo entrar em contato com talentos em todo o mundo, em áreas não só onde os brasileiros ainda não alcançaram a expertise necessária em habilidades específicas, mas, também, em áreas em que os brasileiros já tenham ótima expertise. Então, oferecemos para as empresas, acesso a maior quantidade de profissionais qualificados, o que resultará em um melhor serviço para seus negócios. Igualmente, o Freelancer.com também possibilita aos freelancers brasileiros a possibilidade de conquistar trabalhos e mercados em todo o mundo em áreas que se sentirem com mais capacidade e habilidades. PMEs não só podem contratar freelancers de todo o mundo em assuntos vinculados só a tecnologia, como por exemplo, designer web, HTML, mas também em áreas que vão desde desenho de logo, gráfico, marketing, tradução e áreas incomuns como geologia, astrofísica, engenharia quântica, entre outras 600 diferentes categorias de trabalhos que Freelancer.com coloca à disposição.

Assim como ocorre no mercado de trabalho tradicional, onde a lealdade nem sempre está presente no acordo entre profissionais e empresas, é natural que possam surgir alguns imprevistos na hora de contratar freelancers pela internet. Que medidas foram implementadas pelo portal para assegurar um acordo justo para ambas as partes?

Em minhas palestras em eventos e congressos pela América Latina, sempre digo que o que acontece no mundo off-line também acontece no mundo on-line, porém, muito mais rápido e com muito mais impacto por causa do alcance da internet, e o mercado de trabalho não está isento disso.

Ainda que no Freelancer.com os casos de conflitos entre empresas e freelancers sejam muito baixos, temos um inovador centro virtual de resolução de conflitos em que técnicos do Freelancer.com, como uma terceira parte independente, analisam os acontecimentos e dão uma solução final justa para ambas as partes. Igualmente para as empresas que não têm que pagar nada pelo trabalho solicitado até que o trabalho seja finalizado de forma satisfatória ou o conflito seja resolvido.

Quando falamos em contratação de colaboradores, é imprescindível que a negociação esteja em conformidade com as leis trabalhistas. Neste sentido, existe alguma lei australiana que os freelancers e empresas brasileiras precisam conhecer?

A relação que une as pequenas e médias empresas com os freelancers não é uma relação de trabalho em sentido exato, mas, uma relação comercial de prestação de serviços ocasional. Não há nessa relação hierarquias, chefes, horário de trabalho, ou a necessidade de ir ao escritório. É uma relação entre partes independentes em função de um projeto determinado e específico. Neste caso, as leis trabalhistas da Austrália não são aplicáveis porque não é uma relação trabalhista, e sim comercial.

Para finalizar, quais são suas expectativas para os negócios no Brasil e América Latina?

Estamos muito confiantes no mercado brasileiro, não apenas com as PMEs, mas também com os freelancers. Nossas expectativas são muito otimistas e esperamos que a nossa base atual aumente cinco vezes.

A meta é chegar a cerca de 100 mil usuários até o final de 2013. Acreditamos que tanto as pequenas e médias empresas que buscam soluções, quanto os freelancers que procuram maiores fontes de ingresso, encontrarão no Freelancer.com – o lugar ideal para concretizar seus desejos e que, massivamente, irão colaborar para que o Brasil seja um dos principais mercados para o Freelancer.com.

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Categoria: Entrevistas

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Comentário (1)

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  1. Juliano Taques disse:

    O site não é para pessoas físicas?
    Existe algum site que seja?

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