Como contratar profissionais de ecommerce

Semanalmente recebo de empresários, pedidos de currículos de alunos e ex-alunos dos cursos de ecommerce e mídias sociais da Ecommerce School para preencherem vagas em empresas de diversos portes. Analistas e gerentes de ecommerce eram os mais frequentes, mas ultimamente temos recebido muitos pedidos também para vagas de analistas e gerentes de mídias sociais.

Por se tratar de áreas distintas, embora relacionadas, nesse artigo vou manter o foco na contratação de profissionais de ecommerce. Todos que trabalham nessa área sabem da dificuldade de se contratar esse tipo de profissional.

Escuto dizerem com frequencia que “os salários estão inflacionados”. Não concordo. Acho que o profissional de ecommerce deve ser bem remunerado, uma vez que sua atuação é multidisciplinar e suas atribuições estão diretamente ligadas às metas agressivas da empresa, o que exige conhecimentos amplos e pressão constante.

Nada mais justo que remunerar bem quem traz lucros pra empresa. Então aí vão minhas dicas se você quer contratar gente com potencial:

1. Pague um bom salário variável: profissionais de ecommerce são bons vendedores. Os melhores vendedores que conheço não olharam apenas para o salário fixo na hora da contratação, eles  buscam uma remuneração variável agressiva, com bônus compatíveis às metas que precisarão atingir. Se você quer pagar três mil reais de salário fixo para um profissional que vai vender um milhão de reais por mês, divida os resultados. Não adianta tentar atraí-los apenas com vale-transporte, tíquete-refeição, plano de saúde e massagem. Eles querem mais! Os melhores vendedores online são ambiciosos, sabem que isso representa uma pequenina parte do bônus.

2. Esqueça a concorrência: contratar funcionários de empresas concorrentes é uma estratégia tradicional do mercado. O ecommerce não é tradicional. Pra você tirar alguém do concorrente, vai ter que pagar mais do que ele recebe atualmente. Sendo assim, porque outro concorrente não poderia tirar essa pessoa de você se pagar mais? Essa estratégia, além de ser cara, traz riscos altos para o negócio e cria um leilão insano no mercado. Se alguém estiver insatisfeito com sua ocupação, vai enviar o currículo pra você, desde que saiba que você está contratando.

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3. Para isso, procure nos lugares certos: os sites de currículos são uma ótima fonte de contratação, mas os profissionais de ecommerce não estão lá. Eles estão em fóruns de discussão, comunidades, listas de discussão, redes sociais e eventos. Use o Twitter, Facebook e Linkedin para saber os grupos dos quais eles participam. Preste atenção nos produtores de conteúdo, blogueiros e tuiteiros. São pessoas antenadas e bem relacionadas que podem te ajudar.

4. Não busque apenas experiência: forme mão-de-obra e cuide bem dela. Incentive seus funcionários a difundir o conhecimento pela empresa, faça com que as pessoas saibam o que outras as pessoas fazem. Crie um ambiente propício e facilite para que isso aconteça. Faça reuniões frequentes com toda equipe para trocas de experiências. Tome cuidado para deixar todos confortáveis para falar. Grandes talentos em marketing e vendas online podem estar escondidos nas áreas de atendimento ou expedição, por exemplo.

5. Faculdades de renome: amarradas em grades curriculares aprovadas e reconhecidas pelo MEC, formam muita gente com conhecimentos genéricos. Acredite: o ecommerce não é uma ciência genérica e tampouco reconhecida pelo MEC. Ao invés de olhar para só para faculdade na qual o fulano se formou, preste atenção no perfil da pessoa. Agende entrevistas com psicólogos, publicitários, administradores, engenheiros e etc, com o mesmo entusiasmo. Busque pessoas com perfil digital e vontade de vencer. Os cursos de formação em ecommerce ainda não são dados nas faculdades.

6. Idade não é problema: conheço profissionais de diversas idades que são referência em ecommerce no Brasil. Dê oportunidade para quem quer começar ou mudar de área. O estudante recém formado pode trazer energia e conectividade para seu negócio. O profissional com experiência em outras áreas pode trazer serenidade em decisões e estratégias importantes.

Enfim, a tarefa de montar uma equipe vencedora é árdua, mas necessária. Comprometimento e multidisciplinaridade são fundamentais. Busque pessoas que saibam executar várias tarefas ao mesmo tempo. Diferencie ambição de ganância. Mas tome cuidado para não contratar gente que nunca comprou pela Internet. Aí não pode!

Boas vendas!

Mauricio Salvador
Presidente da ABComm: Associação Brasileira de Comércio Eletrônico. Autor de cinco livros de negócios digitais. Mestre em Comunicação e Administração, MBA em Gestão e Estratégias, foi Executivo de Contas pelo Yahoo! Brasil e Diretor de Marketing e Vendas para América Latina na e-bit. Lecionou em workshops na Universidade da Califórnia e na Frankfurt Business School. Professor em cursos de MBA na FIA e PROVAR. CEO da ComSchool e da iHouse Consulting. Consultor de e-commerce em empresas tais como Hering, Honda, Le Lis Blanc, Gradiente, Riachuelo e Grupo La Poste, além de startups na Califórnia. Membro do Advisory Board da Ecommerce Foundation e co-Founder na Global Ecommerce Association.
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7 COMENTÁRIOS

  1. Muito, muito bom o artigo!! Se metade do mercado seguisse esses pontos não iriam reclamar tanto da falta de profissionais. Parabéns!

  2. Sensacional o artigo, falou tudo. As empresas ainda reclamam que não há profissionais competentes para tal area, mas será que é isso mesmo ou não há empresa de acordo com o funcionário?

  3. Ótimo artigo, Maurício, são novos tempos, novas atribuições, não adianta procurar profissionais com métodos tradicionais. E depois d fazer o Curso de Gerente de E-commerce e de Gerente de Mídias Sociais na E-commerce School posso atestar a qualidade de ensino lá. Abraços.

  4. Perfeita colocação! É o que discutimos a algumas semanas no Linkedin! O mercado não está maduro para esta área, tampouco em como recrutar este tipo de profissional e no fim das contas acabam cometendo o erro de seguir a cartilha de recrutamento, que em vários quesitos são completamente controvérsos no cenário profissional atual do e-Commerce brasileiro.

  5. Gostei do artigo, mas me chamou a atenção os tópicos 4 e 6, porque mostra um pouco pelo que estou passando agora! Quero tanto migrar para o e-commerce, mas pelo que estou percebendo é difícil! Eu até entendo o lado das empresas em não contratar profissionais sem experiência na área, mas é um mercado que está em crescimento e muitos buscam oportunidades ou estão estudando (ou atualizando os conhecimentos) para tal. Mas como conseguir uma oportunidade sem experiência? …

    http://vitrinedovarejo.blogspot.com

  6. Realmente o e-commerce ainda acontece a dança das cadeiras, valorizam pouco a prata da casa e poucas oportunidades para os recém-formados.
    As empresa tem que valorizar o profissional de vendas, é por ai que entra o sustento da empresa.

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