Porque o ZEBELEO pode prejudicar o mercado de financiamento coletivo

crowdfunding

Não é de hoje que as dúvidas e incertezas fazem parte do cenário das pessoas que pretendem adotar o financiamento coletivo como instrumento de financiamento de suas ideias e projetos, ou mesmo a pré-venda de produtos ou serviços. Até aí, nenhuma novidade e, em partes, essa é uma das essencialidades do sistema em todo o mundo.

Contudo, jamais deve-se subestimar a capacidade que os usuários (doadores) têm de discernir entre uma oportunidade, de um oportunismo de marketing. Explico.

Longe de mim criticar a ideia do Zebeleo… aliás, achei até que era boa, enquanto não tinha assistido os vídeos nem visto a campanha! Afinal, analisando friamente, três pessoas com altíssima exposição na mídia, jovens, talentosos e com uma ideia diferente para criar experiências aos usuários, certamente iriam explodir em mais uma arrecadação recorde durante a campanha. Só que não!

A ideia foi boa, mas a execução, ruim! Aliás, eles jamais deveriam ter lançado isso como uma campanha de doações. Tinham que ter ido para uma plataforma de equity (participação em empresas startups) e oferecido participações societárias em um negocio de futuro de sucesso! Isso sim era o que se esperaria de uma Bel Pesce (uma guru de empreendedorismo para milhares de brasileiros), de um Léo (empresário ganhador do Masterchef Brasil) e do Zé (um super artista).

Em um mercado que ainda está engatinhando quanto a entender o que é financiamento coletivo, sem regulamentações legais, onde uma parcela pequena da população se arrisca a financiar algum projeto para “ver como é”, soou muito mal oferecer recompensas “basiquinhas” e ofertas de experiências internacionais a preços fora do mercado.

Smarthint
Rakuten EXPO Inside
Ciclo Agência Digital – Inside
olist

Em mercados mais novos como o crowdfunding, não há pessoas ingênuas, pelo contrário! Geralmente os adeptos a novas tendências são pessoas viajadas, estudadas, com alguma grana extra e com várias opções de experiências e recompensas… iguais aos 3 que se propuseram a lançar a campanha. Eles não pensaram que, esse público, talvez não gastaria dinheiro daquela forma. E não estou nem falando do preço do hambúrguer…

Acredito que coisas desse tipo servem para duas lições: primeiro, não há gente tão tola no mercado disposto a ficar jogando dinheiro pela janela por nada; ou o idealizador do projeto oferece algo que realmente agrega valor ao doador, ou esqueça, nada de mão no bolso nem grana na mesa!

Segundo, isso mostra que o mercado de financiamento coletivo está amadurecendo, o que é muito positivo! As pessoas não estão participando dele apenas porque é um modismo, mas sim porque elas pretendem causar algum impacto ou viabilizar alguma super ideia… e não apenas custear os sonhos de quem não quis, pessoalmente colocar o próprio dinheiro para correr riscos.

Marcos Lemonis, do programa Americano “O sócio” costuma dizer o seguinte: “posso investir 1 milhão de dólares em um negócio, desde que o dinheiro do dono que me ofereceu a ideia igualmente esteja correndo o mesmo risco! Risco compartilhado significa ganhos compartilhados!”

Acredito que para os três idealizadores, ficou a dica: a simples exposição de mídia e marketing sobre os nomes deles, não seria suficiente para encobrir uma grande sacada… mas que na verdade só tinha uma finalidade: levantar dinheiro a custo zero de incautos doadores apaixonados por eles!

Mesmo que se tente, agora, depois que a campanha foi cancelada, dizer que era apenas pré-venda e tals, o estrago já foi feito! E olha que eu mandei um livro meu de presente para a Bel uma vez… e eu acho que ela não leu! Eles podem até não gostar da “pecha”, mas os três simbolizam a classe média rica do país, ou seja, tinham grana suficiente para fazer crescer um bolo e dividir… não apenas ganhar.

Vinicius Maximiliano
O autor é advogado e escritor. Com MBA em Direito Empresarial pela FGV, é Especialista em Direito Eletrônico pela PUC/MG, atuou como advogado de Propriedade Intelectual no Brasil para a Motion Picture Association (MPA), Associação de Defesa da Propriedade Intelectual (ADEPI) e também para a União Brasileira de Vídeo (UBV). Foi gestor de projetos especiais na Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES) - e da Business Software Alliance (BSA). Também ocupou lugar na Comissão de Mercado de Capitais e Governança Corporativa da OAB/SP. Focado no mercado de financiamento coletivo nacional, apaixonado por Internet, novos mercados e Economia Digital, agora Vinicius se lança no mercado editorial com a obra “Dinheiro na Multidão” –Oportunidades x Burocracia no Crowdfunding Nacional. O livro, on line, está disponível no site
  • Todos Fornecedores
  • Armazenamento
  • Consultoria
  • Entrega
  • Marketplace
  • Performance
  • Plataformas
    • Gestão de Anúncios
    • Atendimento ao Cliente
    • E-Mail Marketing
    • Sistema de ERP
    • Pagamento Online
    • Mídias Sociais
    • Plataforma de E-Commerce
    • Precificação Dinâmica
    • Vitrine Personalizada
  • Serviços
    • Escola Especializada
    • Logística
    • Agência Especializada
    • Redirecionamento de Encomendas
  • Soluções
 
Moovin
EZ Commerce
Rakuten
Bling
Accesstage
Mailbiz
LojaMestre
E-Goi
Neoassist
DLojavirtual
Dotstore
Ciashop
Seri.e Design
GhFly
E-Millennium
Bis2Bis
Bluefoot
F1soluções
Xtech Commerce
ComSchool
Brasil na Web
Nação Digital
Trezo
E-Commerce Logística
World Pay
Socialrocket
E-completo
Precode
IHouse Web
Smarthint
JET e-business
Ciclo
 

1 COMENTÁRIO

  1. É o que pensei a mesma coisa que você: devia ter lançado no Broota ou na Eqseed essa campanha.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.